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Encontro Florescer do Girassol celebra acolhimento, superação e fortalecimento de vínculos em Ipiranga do Piauí

A manhã desta quinta-feira, 11 de dezembro, foi marcada por emoção, integração e acolhimento no Sítio Luar do Sertão, onde aconteceu o Encontro Florescer do Girassol, confraternização anual do Projeto Girassol e segunda edição do Sonho de Natal. A iniciativa integra a programação celebrativa dos 63 anos de emancipação política de Ipiranga do Piauí, que segue até o dia 14 com atividades esportivas, religiosas, culturais e entrega de obras.

Voltado para mães atípicas e seus filhos, o Projeto Girassol promove acolhimento, fortalecimento de vínculos e apoio contínuo às famílias atendidas pela Assistência Social. O evento foi realizado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, com dedicação das equipes do CRAS e CREAS.

Prestigiaram o encontro os vereadores João Olímpio e Pederson, o secretário de Obras Dorielson, a secretária de Cultura Kennyana Miranda e a secretária de Assistência Social Iolita Ramos.

Durante toda a manhã, as participantes tiveram acesso a momentos de lazer, brincadeiras, alongamento, dinâmicas de convivência, apresentações culturais, partilhas e entrega de brindes, promovendo um ambiente de acolhimento, descanso e convivência.

A idealizadora do Projeto Girassol, Gabriela Sá, destacou que, apesar dos desafios, a iniciativa tem avançado e representado um suporte essencial para mães que enfrentam rotina intensa e pouca rede de apoio. “A gente ainda está engatinhando com o projeto, mas ele já foi um passo primordial. Ele olha não só para as crianças, mas também para as mães, que lutam todos os dias pela garantia de direitos dos seus filhos. Que a gente consiga amenizar, pelo menos pela metade, o sofrimento que elas enfrentam.”

Gabriela enfatizou que a participação dos filhos nas atividades é indispensável. “A rede de apoio da maioria das mães é muito pequena e, às vezes, nem existe. Então, não faria sentido um projeto voltado para mães atípicas sem incluir os filhos. É muito gratificante ver as crianças brincando e interagindo nesses momentos. Na sala de aula, isso é mais difícil para muitas delas. Que no próximo ano a gente consiga realizar mais atividades. Este ano foi um pouco difícil, mas esperamos ter mais êxito. A gente precisa de vocês, porque o projeto é para vocês e para seus filhos.”

A secretária municipal de Assistência Social, Iolita Ramos, agradeceu a parceria entre as equipes e celebrou o crescimento pessoal e familiar observado ao longo do ano entre as participantes do projeto. “Quero agradecer aos parceiros deste dia. A Kennyana, como secretária de Cultura, toda a equipe da Assistência Social, coordenadores, equipe técnica, as mães e as crianças que vieram. Tivemos momentos riquíssimos, como o depoimento da Dayane e a apresentação das meninas, que me emocionou muito. Sempre temos esse cuidado de cuidar bem de vocês. Vocês merecem todo o nosso apoio. Estamos aqui de mãos dadas, buscando sempre melhorias. Que no próximo ano possamos fazer ainda mais.”

Um dos momentos mais tocantes do encontro foi o relato de vida de Maria Antônia, usuária acompanhada pela rede de Assistência Social. Por muitos anos, ela viveu em extrema vulnerabilidade, caminhando longas distâncias entre cidades, acumulando objetos em casa e vivendo em condições precárias, o que mobilizou sua família a procurar ajuda no CRAS.

“Eu era casada e tenho três filhos. Morava em Picos. Depois me separei e vim para Ipiranga. Me deram uma casa, mas eu não queria ficar dentro de casa. Andava muito… ia para Picos, para Teresina. Minha irmã chegou de São Paulo e viu como eu estava. Ela cuidou de mim e me levou para tratar da saúde. Agora estou bem, graças a Deus. Me aposentei, estou recebendo o auxílio, estou indo para a igreja. Estou bem mesmo.”

A equipe da Assistência Social detalhou a trajetória de acompanhamento. “A partir do acompanhamento pelo PAIF, foram feitas articulações com a rede de saúde, inclusão no Cadastro Único, acesso a benefícios eventuais e entrada no Bolsa Família. Após recorrer judicialmente, ela passou a receber o benefício previdenciário ao qual tinha direito.”

Hoje, a realidade de Maria Antônia é completamente diferente: ela está integrada socialmente, frequenta a igreja, estuda e vive com dignidade. Para a equipe, sua história representa um marco de superação e mostra a força das políticas públicas: “Antes, ela tinha uma vida muito triste, vivia andando pelas ruas, frequentava o lixão. Hoje vive na casa dela, tranquila, com tudo organizado. Ela é outra pessoa.”

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